Guia Episódios Prólogo Ato 1 Ato 2 Ato 3 Ato 4


QUARTO ATO

 

FADE IN:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - QUARTO DA FRENTE - NOITE - POUCO TEMPO DEPOIS

 

Xena e Gabrielle estão sentadas a uma das recém-construídas mesas. Uma mulher está sentada do outro lado da mesa, diante delas, zangada e perturbada.

 

GABRIELLE

Olhe, se você não nos

contar o que aconteceu...

 

MULHER

Vocês aconteceram! Vocês vieram pra cá,

e vocês destruíram este lugar, de novo!

 

Xena está visivelmente perdendo a paciência.

 

XENA

Olhe.

 

 

Gabrielle coloca uma mão no braço de Xena.

 

MULHER

Por que vocês não partiram? Vocês já

não fizeram o suficiente por este lugar?

 

Xena se levanta furiosamente.

 

XENA

Quer saber? Pode ir saindo

daqui. A porta é por ali.

 

GABRIELLE

Será que vocês duas poderiam por favor CALAR A BOCA?!

 

Surpreendentemente, elas calam. Gabrielle se estica e agarra a mulher pela camisa, puxando-a para mais perto.

 

GABRIELLE

(continua)

Agora. Você nos conta o que aconteceu, e então

ou nós vamos ajudá-la ou nós vamos para a cama,

porque eu estou cansada de gente gritando comigo.

 

Xena coloca as mãos nos quadris e lança a Gabrielle um olhar de consternação.

 

MULHER

(disciplinada)

Tudo bem. Nós tínhamos descido três léguas na

estrada, e aqueles atacantes nos pegaram.

Eu fugi, mas ouvi eles dizendo que iam

tomar o resto do povo como reféns.

 

XENA

Pelo quê?

 

MULHER

Por VOCÊ.

(exasperada)

Eles acham que VOCÊ

se entregaria por NÓS.

 

Gabrielle e Xena caem em silêncio. Gabrielle desvia o olhar, Xena olha para a mesa. Xena vai começar a responder, depois pára e balança a cabeça.

 

MULHER

(continua)

Então agora todos eles irão morrer, quando

estavam apenas tentando se afastar de você.

 

XENA

Eles não vão morrer.

 

GABRIELLE

Nós vamos pensar em algo.

 

A mulher olha de Xena para Gabrielle.

 

MULHER

Por que vocês não puderam simplesmente ter...?

 

XENA

Porque não.

 

GABRIELLE

Há alguns sacos no canto ali, e um banco.

Você pode dormir neles, e comer o

que restou na cozinha.

 

 

MULHER

(incerta)

Vocês não vão encontrá-los?

 

XENA

Não. Eles virão até mim.

 

Xena se levanta e sai. Depois de uma breve pausa, Gabrielle faz o mesmo.

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - QUARTO DOS FUNDOS - MOMENTOS DEPOIS

 

Xena está parada à janela, olhando para fora. Gabrielle entra e caminha até lá, ficando parada ao lado dela.

 

GABRIELLE

Está escuro demais para rastreá-los.

 

XENA

É.

 

Gabrielle vai para a cama e se senta nela. Depois de um momento, ela se deita de costa e fita o teto. Xena se vira e se inclina contra a parede.

 

XENA

(continua)

Parece que esses caras não serão afugentados.

Tem alguma idéia de como podemos sair dessa?

 

 

Gabrielle olha para Xena curiosamente.

 

GABRIELLE

Além de dar conta deles, você quer dizer?

 

XENA

(confirmando)

Quem sabe quantos deles há lá?

Nós poderíamos ficar lutando por meses.

 

GABRIELLE

(consentindo)

Hunf. É.

 

Xena caminha até ela e se senta na cama, se inclinando contra a tábua da cabeça. Ela espera, observando Gabrielle com o canto do olho.

 

GABRIELLE

(continua)

Você está simplesmente me pedindo para apaziguar minha

necessidade de estar envolvida na sua tomada de decisões?

 

XENA

(seriamente)

Não.

 

Gabrielle volta a pensar. Depois de alguns minutos, ela olha para Xena novamente.

 

GABRIELLE

Talvez eles possam ser afugentados.

 

 

Xena parece duvidosa, e um pouco desapontada.

 

GABRIELLE

(continua)

Só que não por nós.

 

Ela gira de bruços e se ergue sobre os cotovelos.

 

GABRIELLE

(continua)

Todo mundo sabe que este lugar é assombrado,

Xena. Por que nós não podemos fazer uso disso

para proteger Amphipolis em vez de arruiná-la?

 

Xena ergue uma sobrancelha, e parece intrigada.

 

XENA

Nós precisaremos de uma história malditamente assustadora

pra fazer isso. Acha que você pode pensar em alguma?

 

GABRIELLE

(suavemente)

Eu sei, acho que talvez eu possa.

 

Xena dá um tapinha no ombro de Gabrielle. Gabrielle se torce pra cima e se ajeita nos braços de Xena com uma expressão satisfeita.

 

XENA

Ei, eu podia ser um...

 

GABRIELLE

Se você disser 'fantasma', você terá uma

morte coceguenta coberta de mel e

das penas deste colchão, Xena.

 

Xena prudentemente não responde. Ela beija Gabrielle em vez disso.

 

DESVANECE PARA:

 

CENA EXT. TAVERNA DE CIRENE - FRENTE - MANHÃ

 

Gabrielle está sentada em um toco do lado de fora da taverna, talhando algo. Está muito quieto. Há um som de um cavalo se aproximando, e vários momentos depois o cavalo chega com um bandoleiro em suas costas. Ele cavalga entre as árvores, localiza Gabrielle, e puxa o cavalo, fazendo-o parar.

 

ATACANTE

Ei! EI!

 

Gabrielle termina uma parte de seu trabalho, depois finalmente ergue os olhos.

 

GABRIELLE

Oi.

 

ATACANTE

Eu tenho uma mensagem para Xena.

 

GABRIELLE

Ela está ocupada.

 

 

O atacante olha em volta. Um grupo de folhas de janela recém-penduradas na frente da taverna repentinamente range abrindo-se sozinhas, depois balançam se fechando novamente com um estrondo.

 

ATACANTE

Bem, diga a ela para sair daqui.

 

GABRIELLE

Não posso.

 

ATACANTE

Ouça, garota, é melhor mudar

essa resposta! Onde ela está?

 

Gabrielle não parece muito intimidada.

 

GABRIELLE

Alimentando os demônios.

 

Ao longe, um grave e sinistro uivo é ouvido.

 

ATACANTE

O quê? Não existe tal

coisa como demônios!

 

Abruptamente, um bando de galinhas irrompe de debaixo da taverna e se arremessa passando por Gabrielle, espalhando penas por todo o lugar enquanto elas fogem de medo.

 

Elas correm debaixo do cavalo do atacante, que se empina, quase lançando o homem no chão.

 

Xena se arrasta de debaixo da taverna e dispara atrás das galinhas, com uma adaga ensangüentada em uma das mãos.

 

XENA

Voltem aqui, suas...

 

Xena corre sob a barriga do cavalo também, e ela e as galinhas desaparecem em torno do canto da taverna.

 

ATACANTE

Ei!

 

Um alto rugido é ouvido, balançando as fundações do prédio. De debaixo da taverna, uma nuvem de penas brancas esguichada em sangue aparece, e lentamente flutua até o chão de terra, seguida por um arroto agudo.

 

Uma grave e malvada risada ecoa de detrás da taverna. O atacante começa a se afastar, com o rosto totalmente branco. 

 

Gabrielle continua a esculpir.

 

GABRIELLE

Você disse algo sobre

uma mensagem?

 

 

O atacante vira seu cavalo e o bate no traseiro, freneticamente tentado ficar longe da taverna. Ele cavalga entre as árvores, quebrando galhos e levando um grupo de folhas com ele.

 

Xena passeia em torno da beira da taverna, girando uma pena de galinha entre os dedos. Ela e Gabrielle trocam sorrisinhos. 

 

GABRIELLE

(continua)

Você tem um rugido tão sexy.

Que pena que ele não achou.

 

Gabrielle se levanta e se dirige para a taverna, dando um tapinha no braço de Xena enquanto ela passa por Xena e através da porta.

 

Xena se senta no toco e pega o pedaço de madeira de Gabrielle. Ela começa a talhar, assobiando suavemente e baixinho.

 

XENA

(rindo disfarçadamente)

Grrau!

                                                                                                                        

Muito de repente, a brisa soprando em torno da taverna pára, deixando-a em um silêncio sinistro.  Xena ergue os olhos, e sua testa se enruga.

 

XENA

(continua)

Gabrielle? Como você fez isso?

 

Um suave rangido soa atrás de Xena. Xena vira, esperando ver Gabrielle, mas descobrindo seu misterioso espectro em vez disso. Desta vez o vulto não desaparece. Ele fica no espaço da porta para a taverna, observando Xena.

 

Xena se levanta e fica de frente para ele.

 

XENA

(continua)

Liceu?

 

 

Xena caminha adiante. O vulto desaparece.

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - COZINHA - MANHÃ

 

Gabrielle está misturando algo em uma urna. Ela ouve passos atrás dela. Ela endurece, espera, depois gira quando os passos se aproximam.

 

MULHER

(em sobressalto)

AHH!

 

GABRIELLE

(envergonhada)

Desculpe. Pensei que fosse

outra cois... outra pessoa.

 

A mulher se aproxima de Gabrielle cautelosamente.

 

MULHER

Eu não sei o que vocês estão tentando

fazer. Não há demônios aqui.

(pausa)

Exceto Xena.

 

 

Gabrielle vira suas costas para a mulher e continua a misturar.

 

GABRIELLE

Os atacantes não sabem disso.

 

MULHER

Saberão. Meus amigos que eles prenderam

não confirmarão a sua história absurda.

 

Gabrielle continua de costas viradas, com um fraco sorriso aparecendo em seu rosto.

 

GABRIELLE

Não ao menos que alguém os previna, não.

Mas não seria ótimo se eles acreditassem?

Aí as pessoas deixariam Amphipolis em paz.

 

A mulher parece zangada, depois pára, pensando.

 

MULHER

Não. Isso espantaria os

mercadores também.

 

GABRIELLE

Na verdade não. Diríamos que os demônios

protegem quem quer que viva aqui. Vocês

podem conseguir melhores preços, talvez.

 

MULHER

(calculando)

Talvez.

(parando)

Mas não há jeito de prevení-los,

então isso não importa.

 

Gabrielle se vira, com algo pegajoso e negro na urna em suas mãos.

 

GABRIELLE

Claro que há.

(sorrindo)

Você já ouviu falar dos Troianos?

 

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - CORREDOR DOS FUNDOS - DIA - MAIS TARDE

 

Xena está rondando os escuros recessos da taverna, onde elas ainda não chegaram para limpar. Ela passa pelo pequeno quarto que elas cuidaram, aparentemente procurando por algo.

 

XENA

Li? Vamos, onde está você?

 

 

Xena puxa para trás alguns escombros. Uma parte de uma parede desmoronou, e está muito escuro. Ela retira outro pedaço de madeira semi-apodrecido, e o atira para trás de si.

 

Um suporte de viga está em seu caminho. Xena coloca os braços em volta dele e puxa para trás. As paredes em torno dela rangem de forma agourenta.

 

XENA

(continua)

Ô-ou.

 

Xena pára, mas a madeira já está se movendo. Ela solta o suporte e mergulha para trás, saindo do caminho, mas a parede inteira na frente dela desmorona com um estrondo e o ruído de destroços caindo.

 

CORTA PARA:

 

CENA EXT. ESTRADA DE AMPHIPOLIS - DIA - AO MESMO TEMPO

 

Gabrielle se esconde atrás de um seixo de bom tamanho, observando a estrada deserta. Há alguns pertences espalhados dos aldeões, caídos aqui e ali.

 

No centro do caminho estão pilhas pegajosas de um piche escuro, gotejando, ardilosamente preparadas com a pena da galinha esquisita por fora delas, pequenos ossos de animal surgindo aqui e ali, e uma ocasional fivela de cinto e botões aparecendo.

 

Dobrando a curva da estrada, vem um grupo bem grande de pessoas.

 

Os atacantes estão em seus cavalos, se debatendo para puxar os aldeões amarrados a eles por densas cordas. Os aldeões estão protestando desenfreadamente, lutando contra serem trazidos de volta para perto do vilarejo.

 

Gabrielle dá um sorriso largo.

 

GABRIELLE

Espero que você esteja pronta, Xena.

 

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - CORREDOR DOS FUNDOS - DIA

 

Está silencioso. Então uma pilha de destroços se move, e uma mão vem para fora. Ela agarra um pedaço de escombro e o atira para o lado, depois alcança outro.

 

Lentamente, Xena emerge, coberta completamente de poeira, sujeira, madeira apodrecida, e lama. Ela se levanta e olha atrás de si. O corredor foi fechado pelo desmoronamento, mas finas fendas estão aparentes. Xena se empurra contra um bloqueio, e ele oscila.

 

Xena se vira em torno de si e olha na frente dela. Há outra parede, e um lugar onde algo foi fechado com tábuas há tempos.

 

Xena procura nos escombros por seu machado, depois começa a trabalhar corando as tábuas fora. Atrás dela, uma fraca e prateada presença aparece.

 

CORTA PARA:

 

CENA EXT. ESTRADA DE AMPHIPOLIS - AO MESMO TEMPO

 

Os atacantes param à primeira pilha de coisa pegajosa. O chefe dos atacantes pula de seu cavalo e vai olhar. Ele cobre o nariz e boca e se afasta com o cheiro.

 

Os aldeões avistam os excrementos e gritam juntos, em concerto, virando em grupo e tentando correr na outra direção. Na frente dos aldeões está uma mulher, agora como parte dos cativos.

 

CHEFE DOS ATACANTES

Vamos, seus idiotas!

É só esterco de animal!

 

O atacante sobe em seu cavalo, e o força adiante. Um pouco incomodados, os atacantes seguem, arrastando os aldeões atrás deles.

 

Gabrielle desliza para fora de detrás de sua pedra e corre para uma árvore que sobrepaira a estrada. Ela escala, subindo nela.

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DE CIRENE - CORREDOR DOS FUNDOS - DIA

 

Xena descobriu uma porta no que era a velha seção da taverna, colocada na parte inferior de alguns grosseiramente cortados degraus, não como aqueles que descem até o quarto que ela e Gabrielle está usando.

 

Xena se endurece, sua expressão atenta. Atrás de seu ombro, nós vemos o pálido vulto flutuando. Xena mal pode ser vista nos finos dardos de luz que vêm através da destruição.

 

XENA

Li?

 

Xena move-se descendo os degraus, e coloca a mão na velha porta. Quando ela o faz, uma mão aparece ao lado da dela, branca e translúcida.

 

XENA

(continua)

Era isso o que você

estava procurando?

 

 

Xena empurra, mas a porta não cede. Ela atira seu ombro contra ela, depois localiza um fecho de chumbo que está mantendo a porta fechada.

 

Seus dedos trilham o fecho, e ela franze a testa. Erguendo seu machado, ela o quebra, e quando ela faz isso, uma luz brilhante cintila de lá, depois rapidamente desvanece.

 

Xena empurra a porta com a ponta dos dedos, e agora ela se abre para dentro.

 

CORTA PARA:

 

CENA EXT. ESTRADA DE AMPHIPOLIS - DIA

 

Gabrielle faz malabarismo com um punhado de urtigas. Cuidadosamente, ela pisa em um galho para quebrá-lo, limpando um pequeno espaço para ela se jogar.

 

Os atacantes cavalgam à vista, indo lentamente, uma vez que eles praticamente estão arrastando os aldeões atrás deles.

 

Gabrielle mira e bate uma urtiga de lado, estalando o lado do rosto do atacante-chefe com isso. Ela deixa o galho subir enquanto ele se sobressalta, e olha em volta.

 

CHEFE DOS ATACANTES

Ei!

 

Gabrielle move outro galho, e atira uma segunda urtiga, fazendo-o saltar de uma arvore do outro lado do atacante, e atingindo-o no ombro. O atacante-chefe gira, e olha na outra direção.

 

CHEFE DOS ATACANTES

(continua)

EI!!!

 

Gabrielle sorri de forma travessa. Ela está obviamente se divertindo. Ela atira outra urtiga e esta atinge o chão, saltando para cima e atingindo o cavalo do chefe na barriga. O cavalo dá pinotes, violentamente.

 

CHEFE DOS ATACANTES

(continua)

Filho de uma bacante!!!!

 

MULHER

É isso o que ele faz! Morde

você, e você nunca o vê!!!

 

Gabrielle atinge o chefe na cabeça com outra urtiga. O chefe impele seu cavalo correndo na direção da taverna, teimoso até o âmago. Ela bombardeia os outros atacantes com espinheiros, e eles desviam, começando a parecer um pouco aturdidos.

 

CORTA PARA:

 

CENA INT. TAVERNA DA CIRENE - QUARTO ESCONDIDO - DIA

 

Xena entra no quarto escondido, dando um passo adiante quando ela sente algo entrando atrás dela.

 

Ela olha em volta. Diferente do outro quarto que ela e Gabrielle tomaram conta, este quarto não foi usado para armazenagem. Ele foi deixado na condição em que ficou desde que a porta foi selada.

 

Este quarto, embora mal se possa enxergar na luz muito restrita, era o quarto de um jovem homem. Uma cama, uma pequena mesa, algumas botas e outros itens pequenos, todos dispostos onde eles foram deixados, e eles estão completamente cobertos de camadas de poeira.

 

O vulto branco se forma na frente de Xena, fitando-a. Ele é agora reconhecidamente Liceu. Ele ergue uma mão na direção de Xena.

 

LICEU

Já faz muito tempo.

 

 

Xena caminha na direção dele, parando apenas ao alcance de um toque.

 

XENA

Tempo demais.

 

Ela examina o rosto de Liceu.

 

XENA
(continua)

Mas por que você está aqui? Agora?

 

O fantasma de Liceu se vira e olha em volta, depois se senta na cama. A poeira não se levanta.

 

LICEU

Eu sempre estive aqui.

 

Xena está visivelmente atordoada.

 

LICEU

(continua)

Para onde mais eu iria?

Este é o meu lar, não é?

 

Xena lentamente se senta em um banquinho coberto de poeira perto da cama.